Street Fighter 6: Um Relato de Amor e Ódio
Eu gosto de jogos de luta desde criança, mas esse sempre foi um tipo de entretenimento casual para mim. Nunca fui um jogador bom, porém não me considerava horrível. Isto é, até comprar, cerca de um mês atrás, Street Fighter 6, o último jogo da famosa franquia apenas para ter um jogo de luta que eu realmente gostasse para tirar alguns VS com meu pai. Claro, eu tenho Mortal Kombats modernos entre meus jogos, entretanto nunca consegui gostar verdadeiramente da jogabilidade, então um SF novo me parecia uma ótima pedida.
A princípio, gastei boas horas no World Tour (modo campanha em que você cria seu próprio lutador), mas o que mudou tudo foi minha decisão em entrar nas partidas on-line ranqueadas. E lembra quando mencionei que eu não me considerava um jogador horrível? Pois é, certos acontecimentos, com perdão do trocadilho, calam nosso ego e mudam tudo.
Street “Vício” Fighter 6.
Jogar com meu pai e outros amigos sempre é divertido, mas foram as partidas ranqueadas que realmente mudaram tudo.
Acontece que Street Fighter 6, tal como seus antecessores, não é o tipo de jogo que podemos facilmente dominar. Aprender o básico? Claro. É bem intuitivo entender as novas mecânicas como o Drive Impact, o Drive Rush e o Drive Parry, e novatos na franquia podem curtir bem a gameplay graças à possibilidade de usar os novos comandos Modernos simplificados (que não foi o meu caso; odiei os controles modernos).
Nada disso, contudo, prepara você para a surra inevitável que você levará nas primeiras partidas on-line. Por causa disso, aproveitei minhas partidas casuais com meus amigos para treinar com outros personagens do game. Logo, realmente comecei a acessar o modo de treinamento incluído no jogo: aprendi comandos que nunca imaginei que conseguiria executar; treinei movimentos e combos variados de diferentes personagens. E, como num passe de mágica, o vício veio.
Assim, sem nem lembrar do motivo original pelo qual comprei o jogo, peguei-me procurando mais conteúdos sobre jogos de luta, explorando o cenário competitivo e na FGC (Fighting Game Community) e comprando a coleção de Street Fighter para o Switch e Street Fighter 4. Ah, e tentando executar o Full Parry do Daigo “The Beast” Umehara no Street Fighter III: 3rd Strike, por que não? (Ainda não consegui).
Sinto que jogo um pouco melhor a cada dia, até entrar em uma partida ranqueada e apanhar novamente. Pois é, meu ego continua sendo calado. Contudo, nem tudo são flores, e devo dizer que essa franquia não está fazendo bem para o meu bolso. E com essa deixa, quero entrar na última parte deste texto.
As microtransações de Street Fighter 6.
Veja bem, Street Fighter 6 conta com passes anuais. Cada um deles contém quatro personagens. Sabendo que, até o momento da postagem deste texto (23/05/2026), a Capcom lançou três passes, temos doze personagens extras que só podem ser obtidos gastando dinheiro real no jogo. Isso não seria tão problemático se cada passe tivesse um preço acessível, porém, na PSN, o preço de cada um é de, no mínimo, R$ 159,90.
Esse valor mínimo é considerando apenas o passe básico do terceiro ano do jogo. E cada um dos passes conta com uma versão mais cara, a Ultimate, que custa R$ 256,50, ou seja, quase o preço do jogo base fora de promoções.
Evidentemente, preço varia em cada plataforma digital. Mas é sério, Capcom, por que tudo é tão caro? O jogo só não é no estilo “pagar para vencer” porque possuir um personagem “premium” não garante que você jogará bem.
Como já disse antes, Street Fighter é um jogo em que você precisa praticar, mas continua sendo desanimador ter que gastar dinheiro com os passes ou com as Fighter Coins (moedas virtuais do game) para obter personagens como Akuma, M. Bison, Sagat, Terry Bogard e Mai Shiranui. Não há sequer uma única forma de obtê-los apenas jogando.
Concluindo o texto, eis a minha dica: não compre Street Fighter 6. Esse jogo destruirá a sua vida.
Mas caso você seja um masoquista como eu e possuir um PC decente para passar raiva nas partidas ranqueadas, o jogo está mais barato na Steam e a Nuuvem está fazendo uma promoção do primeiro passe por 35% de desconto até dia 26 de maio. Então, se quiser apelar com o Akuma nas partidas ranqueadas, compre por lá, pois a promoção é realmente boa.
Ah, e só para eu não me esquecer: Hadouken!
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